O Parlamento da Bulgária proibiu que aqueles que tenham trabalhado para o serviço secreto durante a era comunista tenham cargos de alto escalão no corpo diplomático.

O partido governista de centro-direita, GERB, e o partido de direita, Coalizão Azul, uniram-se na votação para aprovar a medida nesta quinta-feira.

A oposição, o Partido Socialista, votou contra a lei e disse que irá levar a discussão para a Corte Constitucional.

"O percentual de pessoas associadas com o antigo serviço especial, que representou nosso país, tem aumentado ao invés de diminuir nos últimos 20 anos", disse o ministro das Relações Exteriores, Nikolai Mladenov.

O governo propôs a lei depois que uma investigação dos arquivos da era comunista divulgada no ano passado trouxe 192 nomes de diplomatas com altos cargos que trabalharam para o antigo serviço secreto.

Dessa forma, o Parlamento votou para pedir ao presidente, Georgi Parvanov, para remover do cargo de embaixador 33 ex-espiões.
Paranov foi contra a ação, dizendo que cada caso deveria ser considerado separadamente.

De acordo com a nova lei, os ex-agentes podem ser removidos dos seus cargos atuais. Eles não poderão ser nomeados para nenhum alto cargo diplomático, mas podem preencher funções mais baixas.