O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, participou neste sábado da "inauguração" do PSD em Santa Catarina. A convenção estadual foi o primeiro ato oficial da nova legenda, que surge possuindo a segunda maior representação política no estado.
Apesar da Assembléia Legisativa estar lotada, a convenção ocorreu sem muito alarde. O maior líder do novo partido no estado, o governador Raimundo Colombo vem enfrentando reações em seu antigo partido, o DEM, e em grupos aliados como o PSDB. As investigações realizadas pela Polícia Federal sobre a filiação de eleitores "mortos" na região oeste também fez com que as lideranças optassem por ato político mais "discreto".
Gilberto Kassab destacou que deve encaminhar as documetações para regularizar o PSD junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o próximo mês de setembro. Ele declarou que ¿haverá tempo hábil¿ para que os filiados possam disputar as eleições municipais. As convenções estaduais do partido devem ser realizadas em pelo menos nove estados para que o PSD possa finalizar seu registro e participar do processo eleitoral.
"Temos confiança e estamos trabalhado para cumprir esse prazo", disse. "Estamos inaugurando a legenda em Santa Catarina, formando um grupo com boas cabeças para podermos discutir a fundo os novos rumos para o Brasil", completou.
A executiva do PSD catarinense será presidida pelo atual procurador geral do estado Nelson Serpa. Ex-democratas, o presidente da Assembléia Legislativa, Gelson Merísio e o deputado federal Paulo Bornhausen completam a direção local da sigla.
PSD nasce como segunda maior força politica em SC
Liderado pelo governador o Colombo (ex-DEM), o PSD terá expressiva representação política em Santa Catarina. O grupo contou com adesão de líderes do PP e PSDB, superou os antecessores Democratas, perdendo apenas para o PMDB. O novo partido fundado pelo prefeito paulista contará com uma bancada de 3 deputados federais e 9 estaduais, além de 56 prefeitos e mais de 500 vereadores.
Raimundo Colombo falou sobre as pressões que vem sofrendo após anunciar a saída do DEM e disse que a decisão de participar da fundação de um novo partido foi um ato de "coragem". "Foi muito corajoso por parte de todos nós a troca de sigla", disse. "Temos um bom grupo para trabalharmos pela sociedade e mudarmos a nossa política".