O Partido Socialista francês disse nesta segunda-feira ser improvável que Dominique Strauss-Kahn seja candidato às eleições presidenciais de 2012, apesar do enfraquecimento do caso de assédio sexual contra ele em Nova York.

Segundo o porta-voz do partido, Benoit Hamon, em coletiva de imprensa, a ideia de que Strauss-Kahn poderia disputar a Presidência era "o mais fraco" de todos os possíveis cenários para o futuro político do ex-chefe do FMI.

No entanto, mesmo se Strauss-Kahn perder o prazo de 13 de julho para se inscrever como representante do partido em outubro, Hamon disse que a liderança não bloquearia necessariamente uma entrada tardia para a votação no partido.

Favorito nas pesquisas presidenciais francesas de 2012, Strauss-Kahn continua respondendo por sete acusações baseadas em tentativa de estupro e violência sexual, passíveis de até 74 anos de prisão. Sua próxima audiência está prevista para o dia 18 de julho.

No entanto, as mentiras da acusadora reveladas pelo promotor Cyrus Vance deram uma reviravolta no caso.

A mulher mentiu para conseguir asilo nos Estados Unidos em 2004, e também mentiu sobre o que ocorreu depois da suposta agressão sexual no quarto 2806 do hotel Sofitel de Nova York.

A mulher explicou que esperou no corredor o político sair do quarto e imediatamente informou sobre a suposta agressão. No entanto, depois admitiu que "havia arrumado outro quarto e voltou para a suíte 2806 e começou a limpá-la antes de informar sobre o incidente ao supervisor", escreveu Vance.

Ela também fez uma declaração falsa sobre um segundo filho para enganar as autoridades fiscais, destaca o promotor.