O deputado federal João Lyra afirmou nesta terça-feira (28), em pronunciamento durante sessão da Câmara dos Deputados, que a presidente da República, Dilma Rousseff, está mantendo o controle da economia brasileira. Ele defendeu que o governo federal mantenha a política econômica que vem adotando para manter o país longe da recessão. João Lyra destacou que, apesar de nos seis primeiros meses de mandato Dilma ter demonstrado um estilo diferente de seus antecessores na Presidência da República, “a presidente está ligada incondicionalmente ao ex-presidente Lula e tem priorizado as grandes e importantes conquistas do período 2003-2010, acrescentando agora o programa Brasil Sem Miséria – uma nova frente de combate à pobreza extrema em nosso país”.

“O Brasil vai continuar avançando, mas, para que isso aconteça, o governo tem adotado medidas no âmbito da política macroeconômica, tomando o cuidado de manter a economia em pleno funcionamento, sem o perigo de jogar o País na recessão. Se assim procedesse, o seu governo acabaria quebrando a curva de crescimento do PIB, o que significaria a paralisia das empresas, o desemprego e a hipótese de um violento ciclo hiperinflacionário. A conseqüência disso seria uma inevitável crise política, colocando em risco a democracia e as instituições em nosso país. Dilma não foi nessa”, disse o deputado.

Também segundo João Lyra, a presidente “não se deixou enganar pelo canto das sereias saudosistas, que insistiam em voltar aos tempos dos choques e das mágicas, que lançaram o País no fosso profundo da hiperinflação”. O deputado citou o risco de inflação que ronda o país, mas contou que Dilma prometeu lutar contra o problema.

“Não se deve esconder que há riscos quanto ao recrudescimento da inflação. Contudo, a presidente já assumiu o compromisso de uma luta ‘sem quartel’ para estancar esse perigo, posição que merece o apoio da maioria da população”, disse o parlamentar. João Lyra também citou que economistas mais modernos defendem que o governo aproveite a boa fase em que vive o país para aumentar os esforços de redução da taxa da inflação.
“Isso se daria com a adoção, a partir de 2013, de um cronograma de rebaixamentos anuais das metas de inflação, começando com 3% ou 3,5%, e chegando a uma taxa entre 1% e 1,5%, por volta de 2015”, explicou. Mas, João Lyra avisou: “As indicações são de que essa não será a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), em reunião prevista para os próximos dias, porque o governo já cortou R$ 50 bilhões do Orçamento deste ano e outros cortes ainda podem ser feitos”.

”O governo deverá manter o núcleo da meta em 4,5% pelo nono ano seguido, acreditando que, se deu certo em passado recente, certo também dará nos próximos anos. E os fatos dão razão ao governo: nos últimos oito anos, cerca de 49 milhões de pessoas melhoraram os seus padrões de vida, com o acesso às classes de renda A, B e C, 82% dos quais saindo dos níveis de renda mais baixos para a classe C”, acrescenta o parlamentar.
De acordo com João Lyra, se possível fosse adotar 3% como núcleo da meta para 2013, o Brasil estaria, ao menos, empatando com grande parte dos países em desenvolvimento. Mas ele contou que o governo avaliou que ainda não é o momento para baixar de 4,5% para 3% esse percentual e que isso poderia gerar efeitos mais negativos que positivos.