A Nissan Motor, segunda maior montadora do Japão, detalhou nesta segunda-feira uma ambiciosa estratégia de crescimento para os próximos seis meses, através de um novo plano de negócios que inclui metas elevadas de participação no mercado mundial e abertura de fábrica no Brasil ainda antes do final deste ano. Com o anúncio, as ações da Nissan fecharam com alta de 0,12% na bolsa de Tóquio.
Em relação a vendas, a montadora expandirá sua rede para 7 500 pontos espalhados pelo mundo, ante os atuais 6 mil. A Nissan prevê que grande parte do crescimento virá de mercados emergentes de rápido crescimento, especialmente Brasil, China, Rússia e Índia.
Carlos Ghosn, CEO e presidente da Nissan, afirmou que a localização no Brasil de uma nova fábrica com capacidade para produção de 200 mil veículos por ano será decidida antes do final de 2011, e que ele planeja visitar Pequim no próximo mês para anunciar "uma expansão muito significativa". Na China, o maior mercado do mundo de automóveis, a montadora pretende elevar sua participação de mercado para 10% em relação ao 6,2% atuais, expandindo sua capacidade de produção e rede de vendas.
A montadora planeja também aumentar sua margem de lucro para 8% nos próximos seis meses, mais do que os 6,1% registrados no ano fiscal passado. A Nissan tem como meta alcançar 8% de participação do mercado mundial, à medida que busca elevar as vendas no exterior, acima da participação de 5,8% no ano fiscal passado.
"Estamos definitivamente na ofensiva", disse Ghosn, durante uma conferência de imprensa na sede da empresa. "Esse é o primeiro plano que estamos iniciando sem dificuldades", declarou o executivo, destacando que a empresa aumentou sua presença no exterior, reduziu a dívida e renovou a sua linha de produtos nos últimos anos.
Se a companhia alcançar uma participação de mercado de 8% até o final de março de 2017, isso significará vendas mundiais de pelo menos 7,2 milhões de veículos.
Cálculos da empresa preveem que a demanda de toda a indústria automotiva vai aumentar para pelo menos 90 milhões de veículos por volta desse período. Tal volume representará um salto de pelo menos 72% em relação aos 4,19 milhões de veículos que a Nissan vendeu no ano fiscal passado, encerrado em março de 2011.