Foi preso nesta segunda-feira um soldado do Corpo de Bombeiros, suspeito de participar de um assassinato em Duque de Caxias (RJ). Segundo a Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, o homem de 37 anos seria apoiador de um grupo de extermínio, que atua na Baixada Fluminense e cobra dinheiro de comerciantes para manter a região segura.
A Justiça decretou a prisão do bombeiro baseada em acusações da polícia de envolvimento dele neste ano na execução do morador de São João do Meriti Marcos Pereira da Silva, que não tinha antecedentes criminais, e foi confundido com um assaltante. "O homem preso hoje era um dos líderes deste grupo especializado em assassinar para fazer Justiça com as próprias mãos", garantiu o comissário da Polícia Civil Eduardo Sampaio, um dos responsáveis pela investigação.
Sampaio tem informações de que outros agentes das forças de segurança fluminenses também atuam na organização criminosa, entre eles um colega, agente da Polícia Civil na Baixada Fluminense. Três policias militares também são investigados. Outro suposto membro do grupo, Paulo Roberto Queiroz de Souza, que dizia ser bombeiro mas não tem vínculos com a corporação, já foi preso.