O Conselho de Administração da Petrobras pediu, mais uma vez, novos ajustes na proposta da direção da estatal para Plano de Negócios 2011/2015 da companhia, apreciado nesta sexta-feira.
É a segunda vez que o conselho rejeita o plano proposto --a primeira vez foi em 13 de maio.
Reunidos em São Paulo, os conselheiros determinaram que fossem feitos novos estudos e ajustes no plano e discutiram alguns investimentos incluídos no programa. A Folha apurou que houve divergência nos valores apresentados.
O governo, controlador da empresa e que tem indica a maioria dos conselheiros, quer investimentos próximos ao plano atual --US$ 224 bilhões. A direção da companhia deseja acelerar investimentos diante das necessidades de desenvolver as reservas do pré-sal.
Uma das preocupações do governo é com a inflação --dado o poder dos investimentos da companhia como fator de aquecimento da economia.
Outro ponto em discussão são as previsões de preços dos combustíveis contidas no plano. O governo rejeita a ideia de reajustes no curto prazo justamente por conta da repercussão negativa na inflação.
A expectativa é que o plano volte a ser analisado na próxima reunião do conselho, prevista para o final de julho. Na reunião do colegiado em maio, o plano também não havia sido aprovado diante da exigência dos conselheiros de mais estudos e análises.
O novo plano seguiria o desejo de muitos acionistas de não elevar investimentos em refinarias, focando mais os recursos na exploração e desenvolvimento das novas descobertas.