A Justiça de São Paulo recebeu, na quinta-feira (9), a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra Ananias dos Santos, de 28 anos, suspeito de matar duas adolescentes em Cunha, cidade no Vale do Paraíba. Juliana Vânia de Oliveira e Josely Laurentina de Oliveira, de 15 e 16 anos, respectivamente, foram assassinadas no dia 23 de março. Os corpos delas foram encontrados em um matagal perto da casa onde moravam com os pais.

De acordo com a denúncia oferecida pelo promotor de Justiça Gabriel Tadeu Kfouri Neto, Santos matou Juliana porque sentia atração pela jovem, o que despertava ciúme em sua namorada. Ele teria matado a menina por não ser correspondido e para pôr fim ao ciúme da namorada.

Santos teria abordado as meninas logo que elas desceram do ônibus escolar, próximo de onde residiam, na zona rural, e apontado a arma, obrigando-as a ir até o matagal onde foram encontradas mortas. Juliana foi morta com cinco tiros. Josely, que acompanhava a irmã, foi morta para que não houvesse testemunha do crime.

O suspeito foi denunciado por dois homicídios duplamente qualificados - emprego de meio que dificultou a defesa da vítima, nos dois casos; e por motivo fútil, em relação à Juliana e para garantir a impunidade de outro crime, no caso de Josely.

A pedido do Ministério Público, a Justiça também decretou a prisão preventiva de Santos, que está detido desde o dia 11 de abril. O suspeito foi encontrado na residência da irmã dele, no bairro de Jacuí. A polícia ainda investiga a participação de outras pessoas nos crimes.

Crime

As irmãs Josely e Juliana de Oliveira, de 15 e 16 anos, foram encontradas mortas em um matagal na zona rural de Cunha, no dia 28 de março. O resultado dos exames do IML (Instituto Médico Legal) de Guaratinguetá apontou que as duas foram baleadas no peito e na cabeça, mas não tinham sinal de que haviam sofrido violência sexual.

Principal suspeito de ter cometido o crime, Ananias dos Santos disse durante interrogatório que matou, primeiro, a irmã mais velha, de 16 anos, com um tiro no rosto. Ele confessou ser o autor da morte das duas adolescentes durante a sua prisão, no dia 11 de abril.

De acordo com o delegado-assistente Francisco Sanini, Santos afirmou que matou as duas irmãs porque era constantemente humilhado por elas – Santos disse ser apaixonado pela irmã mais nova, de 15 anos. Mesmo assim, revelou estar arrependido.