O presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, afastou nesta quarta-feira as dúvidas que o empresariado tinha sobre seu plano de Governo, depois de se reunir com os dirigentes do principal grupo, embora ainda não tenha divulgado os nomes de seu futuro primeiro-ministro nem do titular de Economia e Finanças.

Depois de uma jornada de reuniões com autoridades e líderes políticos, Humala recebeu os diretores da Confederação Nacional de Instituições Empresariais Privadas (Confiep), que agrupo os maiores grêmios privados do país.

Após a reunião, o presidente de Confiep, Humberto Speziani, disse à agência estatal "Andina" que "se dissiparam as dúvidas" com relação ao nacionalista Humala porque "vamos continuar crescendo, mas com maior inclusão social, que é o que o Peru merece".

Speziani acrescentou que a queda na Bolsa de Valores de Lima na segunda-feira passada, por mais de 12%, é própria do nervosismo do processo eleitoral, mas reforçou que os fundamentos da economia do país estão bem.

Precisamente, um dos grupos que pedia à Humala a designação imediata do ministro da Economia e do titular do Banco Central de Reserva (BCR) era a Confiep, para dar um sinal de confiança que se manterá o modelo econômico atual.

Depois da histórica queda da segunda-feira, o Índice Geral da Bolsa de Valores de Lima (BVL) fechou nesta quarta-feira com uma alta de 3,52% em uma sessão na qual se negociaram o equivalente US$ 30,916 em 3.057 operações.

A bolsa peruana se mostrou compradora pela segunda sessão consecutiva e finalizou com indicadores positivos apoiada por compras de oportunidade de ações líderes dos setores eletricidade, consumo em massa e construção.

Na noite desta quarta-feira, o presidente eleito empreenderá uma viagem pela América do Sul que o levará, em primeiro lugar, ao Brasil para visitar na quinta-feira Dilma Rousseff, em Brasília e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira em São Paulo.

Além disso, visitará no sábado o presidente do Paraguai, Fernando Lugo; na segunda-feira o do Uruguai, José Mujica; na terça-feira à da Argentina, Cristina Fernández, e na quarta-feira o do Chile, Sebastián Piñera.

Com 98,3% de votos apurados pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Humala obtém 51,46% da votação, enquanto Keiko Fujimori alcança 48,53% de votos.