A Polícia Civil e o Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras), prenderam por volta das 6 horas deste sábado (4), em Ponta Porã, a 346 quilômetros de Campo Grande, um dos seis detentos que foram resgatados por um grupo fortemente armado da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero (Paraguai), na madrugada do dia 3 de maio.
Segundo o delegado Clemir Vieira Júnior, da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, Eduardo Romano Costa, também conhecido como Eduardo Feu, foi preso no residencial Ponta Porã. O detento recapturado, explica ele, estava preso no Paraguai porque era apontado com um dos responsáveis pelo atentado contra o senador Robert Acevedo, em abril de 2010, que feriu o político e matou dois de seus seguranças.
Além de Eduardo Romano Costa fugiram do presídio paraguaio os também brasileiros Elton Ramos da Silva, Paulo Augusto de Souza, Gustavo Fernando de Oliveira e os paraguaios Emiliano Jojas Gimenes e Francisco Aparecido de Segovia. De acordo com a Polícia, todos seriam membros do grupo criminoso que age dentro e fora das penitenciárias.
A recaptura
O delegado explica que os policiais tinham a expectativa de prender na casa do residencial Ponta Porã os seis fugitivos do presídio paraguaio, por isso, foi montado uma grande operação que envolveu 16 agentes, sendo dez do Garras, de Campo Grande. No entanto, na casa estava apenas Eduardo e sua família. No imóvel não foi encontrada nenhuma arma.
Clemir comenta que o fugitivo foi recapturado no Brasil em razão de um mandado de prisão expedido pela Justiça de São Paulo. Antes de ser preso no Paraguai ele fugiu de uma penitenciária paulista onde cumpria pena por homicídio.
Apesar de ter fugido recentemente do presídio no Paraguai, o delegado diz que o detento não deve ser encaminhado para o país vizinho. “A Constituição proíbe a extradição de brasileiros, então o que deve ocorrer é que ele deve ser processado no Brasil pelos crimes que cometeu no Paraguai, através do encaminhamento da documentação da ação judicial paraguaia para o governo brasileiro”.
Logo após a prisão em Ponta Porã, Eduardo foi encaminhado para Campo Grande e depois deve seguir para São Paulo, conforme Clemir.