Pelo menos 53 civis morreram em novos confrontos entre oposição e forças de segurança do regime sírio nesta sexta-feira (3), informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos neste sábado (4). Outras fontes dão conta de que o número de mortos pode chegar a mais de 70.Segundo o diretor do Observatório, Rami Abdel Rahman, sabe-se “com certeza” que 48 pessoas morreram em Hama, na região central do país, após forças de segurança abrirem fogo contra manifestantes para reprimir os protestos que pedem a saída do presidente Bashar al Assad.

Já os chamados Comitês Locais de Coordenação na Síria informaram através do Facebook que conseguiram identificar até 73 “mártires”, também mortos durante os protestos desta sexta-feira, batizada de “Sexta-feira das Crianças da Liberdade”.

Outros quatro civis também morreram em Homs, no oeste do país, e uma pessoa faleceu em Idleb (noroeste do país), disse o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Segundo os Comitês, moradores do bairro de Al Hader, em Hama, enfrentaram “pistoleiros armados e soldados” que tentaram invadir um hospital da região. De acordo com a organização, moradores do bairro foram até o centro médico e impediram as forças de segurança de entrarem.

Ainda de acordo com os Comitês, mesmo antes do início dos protestos desta sexta-feira, franco-atiradores efetuaram disparos contra civis em prédios dos Correios e outros locais públicos.

Hama foi palco de um dos piores massacres do governo do pai de Assad, Hafez al Assad, que reprimiu um levante religioso deixando até 40 mil mortos em 1982.

Desde o início das manifestações que pedem reformas democráticas na Síria em 15 de março, mais de mil pessoas morreram em meio a confrontos com tropas de segurança do regime, dizem entidades defensoras dos direitos humanos.