Choros, faixas, gritos e histeria. A passagem de Neymar por Goiânia confirma o atacante como o maior ídolo nacional do futebol no momento. É difícil imaginar que exista outro jogador no Brasil - Ronaldinho, Kaká e Alexandre Pato não estão com a Seleção para o jogo contra a Holanda neste sábado - que consiga atrair mais tietes do que o santista.
Depois das "Kakazetes" e da "Patomania", chegou a vez de as "Neymarzetes" tomarem conta das portas de hotel da Seleção Brasileira. A cada aparição do ídolo, a cena de idolatria se repete com fãs à espera de um autógrafo, foto ou simples aceno.
No treino de sexta-feira, o Estádio Serra Dourada viveu uma tarde que lembrava shows de artistas consagrados junto às mulheres. Os gritos estridentes em coro a cada toque na bola do garoto franzino de cabelo moicano revelavam que a paixão de muitas adolescentes brasileiras passou a ser Neymar.
Rosto conhecido não só pelos jogos de futebol, mas também pelos crescentes comerciais e outros usos de sua imagem, o atacante vive sua melhor fase como jogador e neste sábado fará a estreia com a camisa da Seleção Brasileira em casa. Ambiente melhor para ele brilhar não poderia existir.
A entrevista do técnico Mano Menezes mostrou que Neymar hoje é figura indispensável da Seleção Brasileira. Questionado se não seria prudente preservá-lo por conta da disputa da final da Copa Libertadores entre Santos e Peñarol, o treinador disse que não abre mão do jogador.
"A reação do público hoje (sexta-feira) e do brasileiro em geral tem deixado claro que ele é um dos principais jogadores do futebol nacional, e o treinador precisa colocar ele para jogar", disse Mano, que não pensa em dar folga ao atacante que, neste ano, já jogou 30 partidas e ainda não se machucou.
O histórico de títulos e partidas memoráveis fazem de Neymar, segundo o treinador, um jogador pronto para ser o protagonista da Seleção Brasileira. Mesmo que ainda não tenha desenvolvido todo seu potencial.
"Tivemos pequenos problemas de amadurecimento quando ele estava entre 18 e 19 anos, o que é normal. Hoje ele é mais maduro, e amanhã vai estar ainda mais preparado. Não é a primeira vez que um jogador desse porte nasce. Quando isso acontece, todos quase sempre chegaram ao lugar que deveriam chegar".