A Casa Civil divulgou, neste sábado, uma nota rebatendo novas denúncias da revista Veja contra o ministro-chefe da pasta, Antonio Palocci. Segundo a reportagem, veiculada hoje, o ministro alugaria, há quatro anos, um apartamento de 640 m² numa área nobre de São Paulo, pertencente a uma empresa de fachada. O valor do imóvel, segundo a publicação, seria de R$ 4 milhões.
A nota divulgada pela Casa Civil afirma que o contrato de aluguel do apartamento, em Moema, foi firmado entre Palocci, os proprietários do imóvel, Gesmo Siqueira dos Santos e sua mulher, Elisabeth Costa Garcia, e a Morumbi Administradora de Imóveis. O primeiro aluguel do apartamento, feito em setembro de 2007, foi intermediado pela imobiliária Plaza Brasil, de acordo com a Casa Civil.
Palocci nunca teve, continua a nota, contato com os proprietários do apartamento, já que os aluguéis são pagos mensalmente por meio de depósitos bancários. A Casa Civil alega, ainda, que todas as questões relativas ao imóvel são tratadas com a imobiliária. A nota diz também que o ministro, assim como qualquer outro locatário, não pode ser responsabilizado por atos ou antecedentes do seu locador.
Segundo a reportagem, a empresa dona do apartamento é a Lion Franquia e Participações Ltda. Essa empresa pertence formalmente a Dayvini Costa Nunes, 23 anos, morador de um casebre na periferia do ABC paulista, com renda mensal de R$ 700 e cujo celular teria sido bloqueado por falta de pagamento. O outro dono da empresa seria Felipe Garcia dos Santos, 17 anos, emancipado no ano passado. Ambos seriam laranjas, de acordo com a revista.