A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) negou nesta quarta-feira que tenha defendido a saída do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, do governo. A parlamentar disse ter defendido, em reunião com a bancada petista, que fossem dados esclarecimentos sobre o aumento de patrimônio do ministro.
"Eu defendi que nós tivéssemos todos os esclarecimentos sobre a situação em razão de ser um assunto pessoal que estava afetando o governo. Não defendi a saída do ministro Palocci e tenho certeza de que ele vai dar todas as explicações e esclarecimentos necessários nos fóruns competentes", disse a senadora.
Mais cedo, o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, também negou que integrantes do PT estejam contra Palocci. "O que tenho visto é a solidariedade do partido ao ministro", disse.
A manifestação negada por Gleisi foi divulgada nesta quarta pelo jornal Folha de S.Paulo. Segundo o periódico, a fala da senadora teria acontecido durante almoço que ela ofereceu, na semana passada, ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. O jornal também publicou, no dia 15 de maio, que o ministro multiplicou por 20 seu patrimônio em um período de quatro anos.
Nesta quarta, após diversas tentativas de fazer Palocci se explicar aos parlamentares, a Comissão de Agricultura da Câmara conseguiu aprovar requerimento de convocação do ministro para prestar esclarecimentos sobre o caso. O governo já avisou que tentará reverter a convocação. Na última sexta, Palocci enviou explicações sobre o aumento de seu patrimônio ao Ministério Público Federal.
Em nota, o chefe da Casa Civil afirmou que seu aumento patrimonial está detalhado na declaração de Imposto de Renda e que a Projeto prestou serviços a clientes da iniciativa privada "tendo recolhido sobre a remuneração todos os tributos devidos".