Pelo menos 14 pessoas morreram quando a polícia do Iêmen reprimiu um protesto político que acontecia em uma praça da cidade de Taez nesta segunda-feira (30). A cidade, localizada no sudoeste do país, foi uma das primeiras rebeladas contra o regime do presidente Ali Abdullah Saleh.
Três manifestantes morreram diante de um posto policial próximo do local do protesto, antes do ataque da polícia à "Praça da Liberdade".
Tanques e veículos blindados atacaram durante a noite os manifestantes que acampavam no local para exigir a queda do presidente Saleh.
Os militares incendiaram as barracas e esvaziaram a praça, segundo testemunhas.
Centenas de manifestantes tentaram fugir e foram detidos.
Segundo testemunhas, 37 feridos - alguns em estado grave - que estavam no hospital de campanha instalado na praça pelos manifestantes também foram detidos.
A oposição condenou a violência em Taez e qualificou o ataque de "crime contra a humanidade". Também voltou a pedir uma pressão internacional para obter a queda de Saleh.
Segundo a agência oficial Saba, o presidente iemenita pediu aos comandantes militares "resistência" e uma resposta firme aos desafios apresentados por "delinquentes e corrompidos".
No sul do país, quatro militares, entre eles um coronel, morreram na noi