A desistência da ministra de Defesa da Espanha, Carme Chacón, de pleitear a liderança do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), cargo ainda pertencente ao presidente do Governo, José Luis Rodríguez Zapatero, encerra a crise interna na legenda suscitada após a derrota nas eleições municipais de domingo.
A renúncia à disputa abre o caminho para o outro candidato ao cargo, o primeiro vice-presidente do Governo e ministro do Interior espanhol, Alfredo Pérez Rubalcaba, de 59 anos, citado em todas as apostas, embora ainda não tenha confirmado seu interesse pela função.
O PSOE, que governa a Espanha desde 2004, realizará no próximo sábado uma reunião de seu principal órgão de direção, o Comitê Federal, para debater a substituição de Zapatero como aspirante da legenda para as eleições gerais, previstas para março de 2012.
O líder socialista já antecipou em 2 de abril passado que não irá se candidatar a um terceiro mandato.
O anúncio da desistência de Chacón aconteceu nesta quinta-feira em meio à crescente polêmica nas fileiras socialistas sobre a conveniência de escolher o sucessor nas eleições primárias (internas) ou em um congresso, o que implicaria a renúncia da atual direção, liderada por Zapatero como secretário-geral.
Chacón, de 40 anos, é uma dos membros do Executivo mais próxima ao líder socialista e um dos jovens valores do PSOE. Triste e emocionada, a ministra declarou em entrevista coletiva convocada por surpresa na sede socialista para anunciar sua desistência.