As forças de segurança sírias abriram fogo [ontem] em um funeral de outras vítimas do regime, na cidade de Homs, e mataram pelo menos 11 pessoas, como denunciam ativistas dos direitos humanos. O enterro era de oito dos 44 manifestantes que foram assassinados na véspera na mesma localidade.

Apesar da pressão internacional para que encerre a repressão a oposicionistas, a Síria já é o país do mundo árabe com mais mortos desde o início das revoltas na região. Nos últimos dois meses, ativistas estimam em mais de 900 o número de vítimas.

A Síria impediu o trabalho da maior parte da imprensa internacional desde que os protestos começaram, há dois meses, tornando impossível verificar de forma independente os relatos de ativistas e autoridades.

Usando a mesma linguagem utilizada em pronunciamentos anteriores, a imprensa estatal informou que civis, polícia e forças de segurança morreram [ontem] depois que grupos armados exploraram as instruções dadas pelo Ministério do Interior às forças policiais para "preservar a vida de civis".