Com a imagem arranhada e correndo o risco de ser sentenciado a até 74 anos de prisão, o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Dominique Strauss-Kahn está aos poucos se armando para enfrentar a situação dentro e fora do tribunal. [Ontem], ele passou sua primeira noite em uma semana fora da cadeia, em prisão domiciliar em Nova York.
Os advogados de DSK teriam procurado em sigilo a assessoria em relações públicas de uma consultoria em Washington, gerenciada por ex-diplomatas e funcionários da CIA (a agência de inteligência americana).
O objetivo seria ter a ajuda da firma em gestão de crise.
Na França, o jornal "Le Monde" publicou que os advogados contrataram a Guidepost Solutions, uma empresa de investigação global onde trabalhariam ex-funcionário do Judiciário de Nova York, um ex-promotor federal e um ex-chefe de segurança da IBM.
O ex-diretor do FMI está marcado para comparecer novamente diante da Justiça no próximo dia 6, quando deverá optar por se declarar culpado ou inocente das sete acusações que pesam contra ele. Caso se declare inocente, deve ser julgado até o final do ano.