Nesta sexta-feira (13.05) a partir das 9h, terá no Plenário da Câmara Municipal de Maceió, uma sessão pública conjunta entre a Câmara e a Assembleia Legislativa de Alagoas, por intermédio das vereadoras Heloisa Helena (Psol) e Fátima Santiago (PP), em parceria com o Deputado Estadual Judson Cabral (PT). A ação busca dar visibilidade ao Programa Nacional do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF) intitulada “Por uma infância sem racismo”.
O Coordenador do UNICEF, Salvador Soler – que atua nos estados de Alagoas, Pernambuco e Paraíba – confirmou presença na atividade para apresentar dados estatísticos sobre os impactos do racismo durante o processo de formação sócio-cultural dos indivíduos. Também participarão da atividade política integrantes dos mais diversos segmentos afros, gestores públicos, representantes das entidades parcerias e municípios com selo da instituição internacional.
Essa campanha busca sensibilizar a sociedade e os veículos de comunicação, além de estimular a criação e o fortalecimento de políticas públicas voltadas para as populações mais vulneráveis. No Estado de Alagoas foi lançada no dia 03 de dezembro de 2010, na Serra da Barriga em União dos Palmares, local de grande representatividade histórica, onde se desenvolveu o Quilombo dos Palmares e o respeito étnicorracial – negros, brancos e índios se uniram e lutaram em busca de liberdade e respeito.
A vereadora Fátima Santiago acredita que somente por meio da infância pode-se mudar essa ação nefasta que é o racismo. “A desconstrução do racismo deve ser fortalecida sempre! A partir da escola é onde temos que levar a proposta inversa e fazer a reconstrução da identidade negra, partindo do princípio do grande líder Nelson Mandela, onde diz que a pessoa nasce com a mente livre e tudo se aprende ao longo da vida, inclusive, o preconceito. Então, se pode ser aprendido por ser feito uma forma de garantir a fraternidade plena”, ressaltou.
Em 2011, completa-se 123 anos da Abolição da Escravatura, que deixou efeitos danosos até os dias atuais. Por isso, que o Movimento Negro considera a data como o Dia Nacional de Combate ao Racismo para estimular a reflexão sobre as práticas preconceituosas que ferem a integridade humana e denunciar casos de racismo nas mais diversas esferas sociais. De acordo com dados estatísticos do IBGE e do PNAD, no Brasil vivem 31 milhões de crianças negras e 150 mil crianças indígenas, onde cerca de 26 milhões das crianças brasileiras estão em condições de pobreza, dentre elas, 17 milhões são negras.