A Finlândia deverá apoiar o plano de ajuda financeira a Portugal, apesar da oposição do partido nacionalista, graças à autorização dada nesta sexta-feira pela comissão parlamentar responsável pela política europeia, informaram fontes oficiais.
O Parlamento finlandês ainda terá que aprovar em sessão plenária a decisão que será adotada em Bruxelas.
"A comissão decidiu apoiar a linha governamental (...) incluindo a participação [da Finlândia] no pacote [de ajuda] para Portugal, assim como a participação dos mecanismos de estabilidade temporários e permanentes", afirmou o presidente da comissão parlamentar, Erkki Tuomioja.
A comissão autorizou o líder conservador e ministro da Economia interino, Jyrki Katainen, negociar sobre a questão com os outros ministros europeus das Finanças na segunda e terça-feira em Bruxelas.
A aprovação concedida nesta sexta-feira pela comissão era esperada após o acordo, anunciado na quarta-feira pelo próprio Katainen, alcançado com os social-democratas, o centro e os verdes para desbloquear este tema.
Katainen foi encarregado de formar um novo governo após a vitória de seu partido, o conservador Coalizão Nacional, nas eleições legislativas de abril.
SOCORRO
O apoio finlandês representa tirar o último empecilho para o resgate financeiro a Portugal, que será discutido em Bruxelas pelos ministros de Finanças da União Europeia e que deve ser aprovado por unanimidade.
O ministro finlandês deve exigir que se inclua no programa de resgate a Portugal a participação dos investidores privados, o que está contemplado no Mecanismo de Estabilidade Europeu que entrará em vigor em 2013.
Os líderes finlandeses acertaram também que a Finlândia apoie a ampliação do fundo de resgate temporário, para garantir que conte com a capacidade suficiente de empréstimo e possa enfrentar novas situações de crise.
O apoio ao resgate financeiro ameniza também as difíceis negociações para a formação de um novo Governo após as eleições do dia 17 de abril, uma vez que os ultranacionalistas Verdadeiros Finlandeses anunciaram que permaneceriam na oposição por não estar de acordo com o apoio a Portugal.