O Movimento Contra à Corrupção Eleitoral em Alagoas (MCCE) entrou com uma representação no Ministério Público Estadual (MPE), na última quarta-feira (11), contra a Mesa Diretora da Câmara Municipal de Maceió, por omissão, conivência e desrespeito ao regimento interno da Casa, o que configura uma infração à lei.

De acordo com Antônio Fernando da Silva, representante do MCCE, o prefeito Cícero Almeida foi denunciado pelo procurador- geral do Ministério Público, Eduardo Tavares, que entendeu que o gestor participou de um conjunto de fraudes em licitações irregulares na sua gestão entre 2005 e 2008, desviando mais de 200 milhões do município para a empresa Viva Ambiental. Antônio Fernando disse ainda que a omissão por parte da Câmara é passível de punição. ”Foi colocada para baixo do tapete a CEI do Lixo, a CEI da SMTT, a CEI do Iprev, porque a Câmara não investigou", disse.

Diferente de Maceió, um escândalo envolvendo o prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, levou ao pedido de impeachment sobre denúncias mostradas no Fantástico sobre desvio de merenda escolar, segundo exemplificou o representante do MCCE. "A Câmara de Maceió poderia se espelhar nessa atitude e botar um fim em todo ato de corrupção que sempre existiu", finalizou Antônio Fernando.