A Procuradoria-Geral da República denunciou o deputado federal José Otávio Germano (PP) sob acusação de peculato --furto ou apropriação de bens ou recurso públicos.

A investigação está ligada à Operação Rodin, realizada em novembro de 2007 pela Polícia Federal, que apontou desvio de R$ 40 milhões no Detran (Departamento Estadual de Trânsito) do Rio Grande do Sul.

Entre 2003 e 2006, o deputado comandou a Secretaria Estadual da Segurança, que tinha responsabilidade sobre o Detran. Segundo o inquérito da PF, o desvio de dinheiro já ocorria no período em que Germano estava à frente da pasta.

O deputado passou a ser investigado apenas em agosto de 2008, por meio de uma ação do Ministério Público Estadual, que encaminhou à PGR notícia-crime apontando a suspeita de seu envolvimento no esquema. A suspeita está embasada na transcrição de diálogos entre Germano e outros investigados pela operação da PF e do Ministério Público Federal.

Ao jornal "Zero Hora", Paganella Boschi, advogado de José Otávio Germano, afirmou que "não houve diligências novas" e que, "portanto, são provas ilícitas". Como o deputado tem foro privilegiado, a investigação tem andamento em Brasília.

Cabe ao STF (Supremo Tribunal Federal) aceitar ou não a denúncia, que tramitava na Procuradoria desde 2008.