O deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT) anunciou, no micro blog Twitter na tarde desta quinta-feira (05), que protocolou junto à Mesa diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), o requerimento para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Casa para investigar o serviço oferecido pela Eletrobras Distribuidora. A solicitação deverá ser apreciada na próxima terça–feira (10).
“Não podemos conviver com esse desserviço oferecido pelo Eletrobras, temos que convocar toda sociedade organizada para cobrar melhor fornecimento de energia no estado. Isso tem que acabar”, frisou Medeiros.
Ainda de acordo com o parlamentar, diretores da distribuidora em Alagoas e, até, em sua sede nacional poderão ser convocados.“Os usuários que se sentirem prejudicados pelas quedas constantes no fornecimento de energia devem solicitar dos órgãos responsáveis uma atitude mais enérgica, principalmente, os donos dos pequenos mercados, donas de casas e outros”, relatou o petista.
Nos últimos meses, a Eletrobras foi alvo de diversas críticas na ALE e os parlamentares questionaram o serviço oferecido em toda Alagoas. O diretor da distribuidora chegou a convocar à imprensa prometendo investimentos milionários. Na oportunidade, Leonardo Lins confidenciou que não existe um plano estratégico de curto prazo e que, em no mínimo três meses, Maceió poderá ter um fornecimento de melhor qualidade.
Estaleiro
O deputado Judson Cabral (PT), ainda na sessão desta quinta-feira, questionou o andamento das obras do Estaleiro Eisa em Alagoas, cuja expectativa está levando muitos alagoanos a investir em cursos de aperfeiçoamento, na esperança de serem contratados para o empreendimento.
Já o vice-líder do governo na ALE Joãozinho Pereira (PSDB) disse que tem conversado com o governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), e garantiu que ele lhe deu a certeza de que a empresa será instalada no Estado. "Há 99% de chance de instalação do estaleiro no nosso Estado", disse.
Medeiros considerou ainda que o governo estadual "partidarizou" a obra, afirmando que o estaleiro foi usado durante a campanha eleitoral para conseguir votos. Medeiros disse também que foi informado, quando esteve em Brasília, que o estaleiro foi prejudicado por não ter conseguido vencer algumas licitações da Petrobras.
