O deputado estadual Jeferson Morais (DEM) voltou a criticar o aumento no preço dos combustíveis em toda Maceió, na sessão desta quinta-feira (05) da Assembleia Legislativa. O parlamentar convidou a  população para um protesto, que acontecerá amanhã, a partir das 20 horas.

“Não existe cartel, na verdade existe uma grande 'máfia' dos combustíveis em Maceió. Se observa que em certos municípios, localizados próximo à capital alagoana, os combustíveis custam bem menos”, esbravejou Morais, em discurso na tribuna da Assembleia.

O líder do PT na Casa, Ronaldo Medeiros, fez coro às declarações de Morais anunciando que está fazendo um levantamento para mostrar qual o impacto do abastecimento no bolso do consumidor.

Ainda na tribuna, Morais afirmou que a população está se mobilizando e lembrou que a Câmara de Vereadores de Maceió tomou a iniciativa de instalar uma comissão para investigar o aumento abusivo do valor da gasolina. Ele colocou que a Assemleia precisa fazer o mesmo, em uma alusão à criação de uma CPI com a mesma finalidade no Legislativo estadual.

Morais recordou que,em entrevista, um técnico da secretaria da Fazenda (Sefaz) disse que os impostos cobrados pela pasta se baseiam no valor de R$ 2,84 por litro. Em outro aparte, Temóteo Correia (DEM) colocou que a Assembleia já teve uma CPI para investigar o cartel dos combustíveis e seria interessante que a Casa revisse o relatório para evitar que fosse feito um trabalho redundante.

Ricardo Nezinho (PT do B) foi outro que pediu um aparte ao pronunciamento de Morais. Como integrante da CPI dos Combustíveis, realizada na legislatura passada, Nezinho lembra que a comissão fez um trabalho completo, "com começo, meio e fim" e mostrou alternativas para combater o cartel na venda de gasolina e álcool no Estado. "É interessante que vejamos o relatório final, onde recomendamos a instalação de medidores de vazão nas destilarias e que o governo não aplicou", aconselhou o parlamentar.

Ainda de acordo com Nezinho, para comprovar a prática de cartel são necessários procedimentos minuciosos e, por isso, é difícil de ser comprovado. "A Justiça só aceita como prova a prática de cartel com gravações em áudio e vídeo", afirmou o parlamentar.