O canal americano de TV, ABC, transmitiu nesta segunda-feira as primeiras imagens da casa onde vivia Osama Bin Laden, no Paquistão, encontrada devastada e ensanguentada, depois do ataque de domingo das forças especiais dos Estados Unidos, que chegou ao auge com a morte do líder da Al-Qaeda.
As imagens divulgadas pela rede mostraram manchas de sangue no chão de um dos quartos da casa ultraprotegida, situada em Abbottabad, uma cidade ao noroeste de Islamabad, onde vive um grande número de militares. As imagens mostraram ainda que os móveis da casa estavam derrubados e que os discos rígidos dos computadores haviam sido arrancados. Havia também um enorme buraco na parede externa da casa, através do qual podiam ser vistas ruínas e uma cama danificada.
Essas foram as primeiras imagens divulgadas desde o ataque das forças especiais americanas, no qual o líder da Al-Qaeda foi morto com um tiro na cabeça. Outras quatro pessoas morreram na operação sendo que nenhum americano foi ferido.
A casa, que havia sido localizada pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos em agosto de 2010, possuía um terreno oito vezes maior que o de outras do bairro, disse um funcionário americano. Segundo ele, a casa dispunha ainda de medidas de segurança "extraordinárias", com muros de 5,5 metros de altura, alambrado de arame farpado e acesso por duas portas vigiadas.
Osama bin Laden é morto no Paquistão
No final da noite de 1º de maio (madrugada do dia 2 no Brasil), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a morte do terrorista Osama bin Laden. "A justiça foi feita", afirmou Obama num discurso histórico representando o ápice da chamada "guerra ao terror", iniciada em 2001 pelo seu predecessor, George W. Bush. Osama foi encontrado e morto em uma mansão na cidade paquistanesa de Abbottabad, próxima à capital Islamabad, após meses de investigação secreta dos Estados Unidos .
A morte de Bin Laden - o filho de uma milionária família que acabou por se tornar o principal ícone do terrorismo contemporâneo -, foi recebida com enorme entusiasmo nos Estados Unidos e massivamente saudada pela comunidade internacional. Enquanto a secretária de Estado dos EUA afirmava que a batalha contra o terrorismo continua, o alerta disseminado em aeroportos horas depois da notícia simboliza a incerteza do impacto efetivo da morte de Bin Laden no presente e no futuro.