O secretário-geral da Organização da Aviação Civil Internacional (Icao), Raymond Benjamin, disse nesta segunda-feira esperar que "em um ou dois anos" o sistema de localização das caixas-pretas dos aviões evolua.

No domingo (1º), um robô submarino encontrou no Atlântico uma das caixas-pretas do avião da Air France que caiu em 2009, durante o trajeto Rio-Paris. Os 228 ocupantes morreram.

"Depois do acidente Rio-Paris, não podemos viver com o sistema que conhecemos", disse Benjamin.

A caixa-preta do avião da Air France que fazia o voo 447 contém as informações necessárias para determinar o que provocou a queda da aeronave.

Benjamin qualificou a localização da caixa-preta como uma "boa notícia", mas disse que ainda é necessário esperar até se saber se o BEA (escritório francês de investigação e análise) poderá extrair dela dados que facilitem a investigação, levando em conta o tempo transcorrido desde o acidente.

Na falta de informações procedentes das caixas-pretas, a única conclusão a que os investigadores chegaram foi que o voo AF447 sofreu uma falha nas sondas que medem a velocidade do avião.

No entanto, o BEA advertiu que essas conclusões não explicam o acidente. Mesmo assim, a Air France trocou todas as sondas de sua frota por outras mais modernas e resistentes a baixas temperaturas.