Estão abertas as inscrições para oficina de pandeiro moderno, ministrada pelo músico Claudino Santana, no Teatro de Arena Sérgio Cardoso (anexo ao Teatro Deodoro) com o custo de R$ 150,00, mas com preço promocional de R$ 130,00 até o dia 06 de maio. Nesta oficina, que acontecerá de 10 a 13 de maio, o aluno aprenderá a diferença entre a técnica tradicional e a moderna, utilizada por ícones como Jorginho do Pandeiro e Marcos Suzano que partem do princípio de tocar o pandeiro "ao contrário", isto é, tomando como tempo forte não a batida do polegar, mas a das pontas dos dedos contra a pele do pandeiro. Outro ponto abordado na oficina será a microfonação, diferença entre timbres, aplicabilidade, afinação, adequação do instrumento de acordo com o gênero musical, ritmos e rudimentos são temas recorrentes que também farão parte do conteúdo deste workshop.
 

A oficina é uma parceria entre Claudino Santana e a Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas e faz parte das ações promovidas pela DITEAL pela passagem do Dia Alagoano do Teatro. Segundo Juarez Gomes de Barros, Diretor-Presidente da DITEAL: “Essa oficina será uma das ações que realizaremos nesse que é o mês alagoano do teatro, numa homenagem ao aniversário de Lindas Mascarenhas. A programação completa divulgaremos na próxima semana”. Já para Alexandre Holanda, Diretor-artístico da DITEAL: “Estamos felizes em ter essa oficina com o Claudino Santana, pois é um músico muito prestigiado na área e traz a Maceió sua técnica de tocar o pandeiro”.

 

Outras informações sobre a oficina:

Dias: 10, 11, 12 e 13 de Maio.

Horários: 15h às 17h - Intermediário e Avançado com até 10 vagas

19h às 21h – Iniciantes com até 12 vagas

Custo da Oficina: R$: 150,00 por aluno.

Matrículas até dia 06/05 ficam por R$: 130,00.

Pandeiros disponíveis durante as aulas

Métodos a venda

Inscrições no local

 

Sobre Claudinho Santana

 

Formado pela Universidade Federal de Pernambuco, as qualidades musicais do pernambucano Claudinho Santana iniciou a carreira como autodidata em Recife, por meio do contato com os gêneros populares e investiu na própria formação tanto no país quanto no exterior. Santana passou por mais de dez países europeus e nestas viagens entrou em contato com músicos vindos de regiões cuja tradição em percussão é muito forte, a exemplo da África e da Ásia. Esse contato acentuou a sua curiosidade em pesquisar as raízes da percussão nestas culturas e foi a porta de entrada para um universo diferenciado de timbres e sonoridades que o brasileiro conheceu por meio de instrumentos como o Derbak, o Tambor Falante, entre outros.

 

A experiência agregada à relação com a música afro-brasileira, aos valiosos toques de Marcos Suzano e do Maestro Spok e a influência dos pandeiristas Jorginho do Pandeiro e Sérgio Krakowski sedimentaram a trajetória de Claudinho Santana como percussionista. O seu instrumento base é o pandeiro, mas ele toca com competência de Djembê a Tablas Indianas. Nos últimos anos, o músico tem investido na convergência de elementos da bateria com instrumentos percussivos, a chamada “percuteria”, e são essas possibilidades de permuta que fazem com que ele afirme que a percussão é “um universo sem fim”.

 

Há dez anos integra o Maracatu Estrela Brilhante, do Alto José do Pinho, tocando alfaia, caixa de guerra e chequerê e sua desenvoltura tanto no palco quanto como músico de estúdio têm rendido cada vez mais convites para participação em shows e gravações de discos. Claudinho Santana tocou com nomes internacionais como o trombonista de Nova Orleans Rick Trolsen, o guitarrista Clay Ross e o Arcodeonista Rob Curto, ambos de Nova Yorque, os grupos escoceses The Wha, Bloco Vomit e MacUmba.

 

Nacionalmente trabalhou com Gonzaga Leal, com quem gravou o Nosso Mínimo é Prazer (2007) indicado ao prêmio TIM, Neneu Liberalquino, Cezzinha do Acordeon, Mônica Feijó, Santana “O Cantador”, Lula Queiroga, Junio Barreto, Zeh Rocha e Geraldo Maia, com quem gravou os discos Samba do Mar Quebrado (2005) e Samba de São João (2007), Cristina Amaral, com quem gravou o DVD “A vida é circo” e em 2010, participou das gravações do disco Collectiu, do cantor Silvério Pessoa.

 

O percussionista também foi convidado a acompanhar a pianista e fundadora do curso de piano da UFPE, Elyanna Caldas, na gravação de um disco com obras de Capiba, que destacou a produção de valsas e outros gêneros músicais além do frevo, lançado no teatro de Santa Isabel e dirigido por Ewerton Sarmento, mais conhecido como Bozó 7 cordas. Ele é o fundador do grupo Choro Miúdo, ao qual Claudinho fez parte por dois anos.

 

Em 2008, ganhou uma bolsa para estudar música no Estados Unidos, mais precisamente na West Virginia University, onde teve a oportunidade entrar em contato com novos elementos. Steel drums (percussão caribenha), música eletrônica (uso de sintetizadores, MIDI, composição, etc), Sound painting (improvisação e condução através de gestos), bateria de jazz, percussão africana e o uso de pro-tools para gravação foram alguns dos assuntos abordados. Durante esse período nos Estados Unidos teve a oportunidade de tocar no Wine and Jazz festival na West Virginia.

 

Como professor

 

A carreira de Santana, no entanto, não se restringe ao seu trabalho como músico. Ele transformou o conhecimento adquirido em cursos e workshops que vem ministrando há mais de uma década no país e na Europa. O músico começou em escolas de percussão e logo integrou o Maracatu Estrela Brilhante, onde desfilou por 10 anos, e deu aulas para o grupo Irlandês Masamba, em Dublin; para o SambaYaBamba, em Glasgow; na Manchester Samba School, em Manchester, na Edinburgh Samba School , em Edimburgo, no grupo A Banda, na Dinamarca, além de oficinas de percussão na Bélgica e Suécia. Nos Estados Unidos ministrou oficinas de pandeiro e maracatu em Nova York, Boston, Chicago, East Carolina e West Virginia University, Filadélfia e Atlanta.

 

Em Recife, ministrou oficinas de percussão corporal intitulada “corpo funcional” pelo projeto TIM Música e oficina de Pandeiro Moderno pelo Ministério da Cultura (Minc), além de inúmeras outras oficinas em sua cidade e recentemente em Aracaju. Foi convidado pela segunda vez a representar o Brasil no festival internacional de pandeiro, o NAFDA. Há 11 anos também dedica parte do seu tempo em aulas particulares de percussão. Há três anos é patrocinado pela Contemporânea, fabricante de instrumentos.