A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) dá continuidade à forte queda vista ontem. Em dúvida sobre as medidas do governo para combater a inflação, o investidor aumenta sua aversão a risco.

Em Wall Street, as Bolsas têm um dia instável, após a revelação de que a economia cresceu menos do que o previsto para o primeiro trimestre.

O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, cai 1,33%, aos 65.385 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,75 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de NovaYork, avança 0,28%. O índice mais abrangente, o S&P500, sobe apenas 0,02%.

O dólar comercial é cotado por R$ 1,591, em um acréscimo de 1,27% sobre o fechamento de ontem. A taxa de risco-país marca 171 pontos, número 2,28% abaixo da pontuação anterior.

O Departamento de Comércio dos EUA revelou que a economia desse país cresceu 1,8% (taxa anualizada) no primeiro trimestre deste ano, após um avanço de 3,1% no trimestre passado. Economistas do setor financeiro previam um incremento de 2%.

O Banco Central brasileiro advertiu que o ajuste da taxa básica de juros deve ocorrer num período 'suficientemente prolongado' e que o cenário econômico ainda está em um nível de incerteza 'acima do usual'.

A declaração consta da ata, divulgada hoje mas relativa à reunião da semana passada, quando o Copom, o comitê formado por diretores da autoridade monetária, decidiu aumentar os juros básicos de 11,75% ao ano para 12% ao ano, surpreendendo parte do mercado que apostava em uma alta maior.

O banco Santander no Brasil anunciou um lucro líquido de R$ 2,071 bilhões para o exercício do primeiro trimestre, com expansão de 17,5% na comparação com igual período do ano passado e alta de 8% em relação ao trimestre anterior.