O bebê abandonado na segunda-feira (18) em uma caçamba de lixo de Praia Grande (litoral de São Paulo) permanece internado em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) pediátrica nesta quarta-feira, mas deve ter alta nos próximos dias, segundo o hospital Irmã Dulce.

Recém-nascido é deixado em lixo de banheiro de hospital
Bebê é abandonado em quintal de casa em São Paulo

Pesando aproximadamente 2,5 kg, a menina foi encontrada dentro de uma caçamba no bairro do Boqueirão. Ela deu entrada na UTI com um processo infeccioso, teve o quadro controlado e já ganhou 430 gramas.

"A evolução positiva da situação clínica aponta para alta nos próximos dias, já que o tratamento com antibióticos entra em fase conclusiva", afirmou o hospital, em nota.

Uma mulher de 39 anos, apontada como mãe da criança, foi detida e teve a prisão temporária decretada pela Justiça, por 30 dias.
Reprodução
Vídeo mostra mulher abandonando bebê em uma caçamba de lixo no litoral de São Paulo
Vídeo mostra mulher abandonando bebê em uma caçamba de lixo no litoral de São Paulo

PAI

Um vigia de 58 anos apontado como pai da bebê confirmou ter tido "um casinho de pouco tempo" com a mãe e assumiu a paternidade da criança.

Ele prestou depoimento à polícia na segunda-feira (25) e disse, no entanto, que não sabia que a mulher estava grávida --ela afirma ter contado a ele no quarto ou quinto mês de gestação. O homem, que classificou como "terrível" o abandono da menina, afirmou que vai ficar com a criança.

O vigia afirmou que foi pego de surpresa pelo ato da mãe da bebê, e disse que ficou sabendo do abandono na Sexta-Feira Santa, dois dias após a divulgação de um vídeo que flagrou o momento em que a mulher joga a criança. Instantes depois um homem encontra a criança na caçamba e pede ajuda.

Segundo o delegado Flávio Magario, que cuida do caso, a polícia investiga outras denúncias de que a mulher teria dado à luz outras crianças e as enviado para adoção ilegalmente, sem passar pelo sistema judicial.

"Vamos tentar levantar se ela teria levado a criança para a adoção ou se houve a destituição do pátrio poder [guarda] e a colocação da criança em um lar substituto. Se for esse último caso, é um indicativo da sua personalidade, de como ela conduz a maternidade", afirmou Magario.