Até as 11h, o tempo continuava nublado e as ruas cheias de poças d'água após uma madrugada de enxurrada no Rio de Janeiro. De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura, o município continua em estágio de atenção, o segundo em uma escala de quatro níveis, que prevê chuva moderada, ocasionalmente forte, nas próximas horas. O carioca enfrentou trânsito caótico, com engarrafamentos e vias fechadas por causa de alagamentos em diversos pontos críticos.
O maior problema continuava sendo a estrada Grajaú-Jacarepaguá, que foi completamente interditada devido ao deslizamento e queda de uma pedra de aproximadamente 600 t e 300 m³, semelhante ao tamanho de um ônibus.
Uma primeira implosão na pedra foi realizada por volta das 11h30. De acordo com a prefeitura, 5 kg de explosivos dividiram o bloco em oito pedaços. Uma outra implosão está prevista para ocorrer antes das 12h15. Os blocos serão removidos por caminhões e a Georio vai checar o solo para avaliar o risco de novos deslizamentos na região. A via será liberada apenas após a Georio constatar a segurança do solo.
Os motoristas são aconselhados a seguirem pelo Alto da Boa Vista e pela Linha Amarela no sentido Jacarepaguá. Para quem segue no sentido Grajaú, a CET Rio recomenda Estrada do Pau Ferro e pela Linha Amarela no sentido Grajaú.
Veja os pontos críticos do trânsito
O trânsito continuava lento na avenida Rodrigues Alves, na altura da rodoviária (sentido centro), praça da Bandeira (sentido Centro), rua do Senado, avenida Dom Helder Câmara, viaduto de Benfica (sentido Benfica), Radial Oeste (sentido Méier), rua 24 de Maio (sentido Méier), avenida Brasil na altura de Benfica (sentido Centro), avenida das Américas (sentido Recreio e sentido São Conrado), autoestrada Lagoa-Barra (sentido Barra), avenida Ministro Ivan Lins (sentido São Conrado).
Alerta
Às 6h, a prefeitura suspendeu as sirenes das 11 comunidades da Tijuca que ficaram sob alerta de deslizamentos. Das 19h de segunda-feira às 10h30 desta terça-feira, a Defesa Civil recebeu 200 chamados sobre alagamentos, deslizamentos, rachaduras ou infiltrações em imóveis. Na área da Tijuca, 70 pessoas continuam abrigadas em pontos de apoio. De acordo com a Defesa Civil, elas devem permanecer lá até a diminuição do risco de deslizamento