O presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu aos seus conselheiros que estudem a possibilidade de organizar uma visita relâmpago a Benghazi, a capital dos rebeldes líbios, em um gesto de apoio à oposição, publicou nesta sexta-feira "Le Parisien".

Sarkozy planeja passar algumas horas na capital da oposição líbia para reunir-se com o presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mustafa Abdul Jalil - quem ele recebeu na quarta-feira em Paris - e responsáveis militares dos insurgentes.

Tanto o Eliseu quanto o embaixador que a França enviou a Benghazi, Antoine Sivan, admitiram a possibilidade dessa visita, mas não confirmaram.

Um conselheiro do chefe do Estado confirmou ao "Le Parisien" que Sarkozy quer ir, mas se resolver fazer a viagem a fará em completo sigilo por questões de segurança.

Abdul Jalil o convidou durante sua visita à capital francesa e pouco depois deu a entender à imprensa que o presidente francês havia aceitado, embora sem precisar a data.

O presidente do CNT aproveitou sua estadia na França para entregar a Sarkozy uma lista de hierarcas do regime de Muammar Kadafi que segundo suas informações poderiam distanciar-se do líder líbio quando chegasse o momento.

A França foi o primeiro país a reconhecer oficialmente esse organismo de representação da oposição a Kadafi como interlocutor político na Líbia, o que também foi feito depois pela Itália e o Catar.