O corpo de Wellington Menezes de Oliveira, responsável pelo massacre na escola Tássio da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, continuava no Instituto Médio Legal do centro do Rio às 10h40 desta quinta-feira. O prazo para que a identificação ocorra termina nesta sexta-feira, mas devido ao feriado prolongado de Páscoa, o IML só vai liberar o corpo na segunda-feira (25). Se ninguém for fazer a identificação, Wellington será enterrado como indigente.

Segundo informações do IML, nenhum familiar de Wellington compareceu para fazer a identificação legal e encaminhar o corpo para enterro. Segundo O Dia, algumas pessoas que disseram ser religiosos reclamaram o cadáver, mas somente um membro da família pode fazer o procedimento. Quinze dias é o prazo máximo que um corpo pode ficar no instituto.

Atentado

Um homem matou pelo menos 12 estudantes a tiros ao invadir a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã do dia 7 de abril. Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, era ex-aluno da instituição de ensino e se suicidou logo após o atentado. Segundo a polícia, o atirador portava duas armas e utilizava dispositivos para recarregar os revólveres rapidamente. As vítimas tinham entre 12 e 14 anos. Outras 18 ficaram feridas.

Wellington entrou no local alegando ser palestrante. Ele se dirigiu até uma sala de aula e passou a atirar na cabeça de alunos. A ação só foi interrompida com a chegada de um sargento da Polícia Militar, que estava a duas quadras da escola. Ele conseguiu acertar o atirador, que se matou em seguida. Em uma carta, Wellington não deu razões para o ataque - apenas pediu perdão de Deus e que nenhuma pessoa "impura" tocasse em seu corpo.