O governo de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), adotou um tom pacificador e minimizou nesta terça-feira a saída de cinco dos 13 vereadores que compunham a bancada tucana na Câmara Municipal.

Ele disse lamentar a saída do grupo, mas afirmou que confia no trabalho de Julio Semeghini, atual presidente municipal da legenda, para reestruturar o diretório e formar bons nomes para a Câmara no ano que vem.

Alckmin rechaçou a ideia de revanchismo dos alckmistas contra o grupo de vereadores que apoiou a candidatura de Gilberto Kassab à Prefeitura de São Paulo.

"A maioria tem que ser respeitada, esse é o princípio da democracia. As pessoas nunca falam os reais motivos nesses casos", disse o tucano no lançamento de um convênio com prefeituras para distribuir verba de um fundo para investimento em recursos hídricos.

A expectativa é que a maioria dos dissidentes siga para o PSD, novo partido de Kassab. "Fomos sistematicamente ofendidos e desrespeitados acima da nossa capacidade de suportar. Chegaram a dizer que vereador tem que ser tratado a peixeirada", afirmou Gilberto Natalini, um dos dissidentes.

Segundo ele, a nova direção do PSDB municipal, dirigida por Semeghini, desrespeitou a bancada de vereadores.

Inicialmente, o grupo dissidente havia informado que sete dos 13 vereadores deixariam a bancada tucana.

No final da noite, dois desses sete dissidentes não haviam oficializado a saída do PSDB: Adolfo Quintas e Souza Santos. Com isso, a debandada foi reduzida para cinco vereadores: José Police Neto, que preside a Câmara Municipal, Dalton Silvano, Juscelino Gadelha, Gilberto Natalini e Ricardo Teixeira. Dessa forma, a bancada ficou com oito vereadores.