Os fluxos de capitais para a Ásia de forte crescimento econômico provavelmente diminuirão um pouco em relação ao fim do ano passado, mas está crescendo a necessidade dessas nações promoverem um aperto em sua política monetária. A afirmação é do diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) para a Ásia e o Pacífico, Anoop Singh.
Segundo ele, que participa do encontro do FMI que ocorre neste sábado (16) e domingo (17) em Washington, o fundo vê pressões de "superaquecimento" nos mercados de bens e ativos dos países asiático.
Singh disse ainda que o FMI prevê que a inflação na China atinja seu ápice no curto prazo e desacelere ao longo do ano, à medida que os chineses adotarem medidas para conter o crescimento do crédito no país. China e Índia deverão continuar liderando o crescimento na região em 2011, com taxas em torno de 9,5% e 8%, respectivamente.
No Japão, o fundo prevê forte desaceleração, seguida de uma recuperação, disse o diretor. Singh, no entanto, citou preocupações em relação ao impacto na economia japonesa de constantes quedas de energia, que ocorrem após o terremoto e o tsunami que atingiram o país no mês passado.