Os rebeldes determinaram neste sábado a desocupação do hospital de Ajdabiya, a 160 quilômetros ao sudoeste de Benghazi, diante da intensidade do bombardeio das tropas do ditador líbio, Muammar Gaddafi, segundo presenciou a agência Efe.

Em meio à debandada geral, os rebeldes decidiram se retirar do centro médico por conta da crueldade dos combates que obrigaram também o abandono da cidade pelas poucas famílias que restavam neste enclave estratégico do leste do país, que se direcionam a Benghazi.

As tropas de Gaddafi atacaram hoje com morteiros a entrada oeste da cidade de Adjabiya, onde se escutam fortes explosões.

Os soldados do ditador disparam com morteiros, embora também se escutem fortes rajadas de metralhadora em trocas de tiros com as tropas rebeldes.

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) pediu desculpas pelas mortes de civis e admitiu dificuldades em conter as forças do ditador, após o avanço das tropas do ditador às cidades de Misrata e Ajdabiyah,. Em Benghazi, centenas foram às ruas em manifestações contra a aliança militar que chefia as operações no país.

Na noite de sexta, rebeldes líbios disseram ter lutado contra um ataque ao leste de Misrata realizado pelas forças do ditador, que deixaram ao menos quatro mortos.

"O ataque pelo lado leste foi rechaçado agora e as forças (de Gaddafi) foram obrigadas a recuar", afirmou por telefone um porta-voz dos rebeldes que disse se chamar Hassan al Misrati.