O que era para ser um ensaio aberto transcorreu com afinação de estreia. E o público não arredou pé no fim da sessão de "Murro em Ponta de Faca", no Festival de Curitiba.
A direção de Paulo José para texto de Augusto Boal (1931-2009), um dos pivôs do teatro brasileiro dos anos 60 e 70, somou duas horas de espetáculo.
Mas a plateia parecia querer mais, e ninguém deixou a sala antes do debate com o diretor. O bate-papo foi dedicado à obra de Boal, hoje mais montado no exterior do que em seu próprio país.
A partir de hoje, haverá mais quatro sessões da peça dentro da programação do Fringe. Paulo José estará presente em todas elas, para falar da retomada desse texto, que passou trinta anos na gaveta.