A Síria suspendeu nesta quarta-feira a ordem que proibia professoras de usaram véus que cobrem o rosto inteiro, e ordenou o fechamento de um cassino, em medidas que têm como objetivo aplacar os muçulmanos conservadores do país abalado por semanas de protestos.

No mês passado, protestos pró-democracia eclodiram na cidade de Deraa, de maioria sunita, e depois se espalharam para outras localidades, incluindo a cidade portuária de Latakia, onde há uma mistura de religiões, gerando o maior desafio ao governo de 11 anos do presidente Bashar al-Assad.

Milhares de pessoas se manifestaram na sexta-feira no subúrbio de Douma, em Damasco, descontentes com as medidas de Assad em direção a reformas.

As decisões desta quarta-feira têm como objetivo acalmar os conservadores religiosos no país, onde a maioria da população é sunita e a hierarquia do governo é da minoria Alawite, uma ramificação do islamismo xiita.

O ministro interino da Eduçacão, Ali Saad, disse que o ministério decidiu permitir que professoras que usam o niqab (véu que deixa apenas os olhos à mostra) voltem ao trabalho, segundo a agência estatal de notícias Sana. Assad impôs a proibição ao niqab no ano passado.

O jornal sírio al-Tishreen também divulgou o fechamento do úncio cassino do país, porque "aqueles que frequentam o cassino estão envolvidos em atos ilegais".

O Partido Baath, de Assad, está no poder há 48 anos e é secular, mas a base da política externa síria é sua aliança anti-Israel com o Irã, o grupo xiita Hezbollah e o grupo islâmico palestino Hamas.