O líder da Costa do Marfim Laurent Gbagbo afirmou nesta terça-feira que o Exército marfinense solicitou um cessar-fogo, mas negou as reportagens afirmando que ele estava pronto a se render e reiterou que se considera o vencedor das eleições do ano passado.
"O Exército pediu a suspensão das hostilidades... e está discutindo neste momento as condições para um cessar-fogo com as outras forças no terreno, mas no nível político não foi tomada nenhuma decisão", disse Gbagbo em entrevista por telefone à emissora de TV francesa LCI.
Gbagbo disse que a discussão sobre quem ganhou a eleição de novembro permanece, e acrescentou que apenas uma conversa frente a frente com o adversário Alassane Ouattara, que foi considerado vencedor do pleito pela comunidade internacional, poderá devolver a paz para a Costa do Marfim.
Costa do Marfim: da eleição presidencial a nova guerra civil
Em 28 de novembro de 2010, os eleitores da Costa do Marfim foram às urnas na esperança de escolher o novo presidente para um país que há menos de 10 anos vivera uma violenta guerra civil. No entanto, quatro meses depois, quando o novo governo já poderia estar em plena gestação, o país se encontra dividido entre forças rivais que disputam a vitória eleitoral e, com ela, a liderança legítima da nação.
De um lado está Laurent Gbagbo, presidente desde 2000 e com sede no Sul do país; do outro, Alassane Ouattara, sediado no Norte e com amplo apoio da comunidade internacional. Enquanto a pressão pela renúncia de Gbagbo cresce e o avanço de Ouattara em direção a Abidjan se concretiza, o país se aproxima de guerra civil, na qual dezenas de milhares morreram e milhares deixaram o país.
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