O primeiro-minitro britânico David Cameron realizou nesta segunda-feira uma visita surpresa à base italiana de onde decolam os aviões que participam na manutenção da zona de exclusão aérea na Líbia, e anunciou outros quatro aparelhos para a operação.
Durante o voo para a base de Gioia del Colle, no sul da Itália, Cameron disse aos jornalistas que o acompanham que a Grã-Bretanha fornecerá outros quatro aviões Tornado nos próximos dias para dar um novo impulso à missão liderada pela Otan para proteger os civis das forças de Muamar Kadhafi.
Líbia: de protestos contra Kadafi a guerra civil e intervenção internacional
Motivados pela onda de protestos que levaram à queda os longevos presidentes da Tunísia e do Egito, os líbios começaram a sair às ruas das principais cidades do país em meados de fevereiro para contestar o líder Muammar Kadafi, no comando do país desde a revolução de 1969. Mais de um mês depois, no entanto, os protestos evoluíram para uma guerra civil que cindiu a Líbia em batalhas pelo controle de cidades estratégicas.
A violência dos confrontos entre as forças de Kadafi e a resistência rebelde, durante os quais milhares morreram e multidões fugiram do país, gerou a reação da comunidade internacional. Após medidas mais simbólicas que efetivas, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a instauração de uma zona de exclusão aérea no país. Após menos de 48 horas, a 21 de março, começou a ofensiva da coalizão, com ataques de França, Reino Unido e Estados Unidos. Dez dias depois, o comando da operação passou à Otan.