A prefeitura do Rio de Janeiro, anunciou na tarde desta segunda-feira que foi criada, através de um decreto, uma comissão para acompanhar as medidas adotadas pela Light e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para evitar acidentes como o da última sexta-feira, quando um bueiro explodiu e atingiu dois táxis em Copacabana. A comissão será formada por representantes da secretaria de Conservação e de Obras, da subsecretaria da Defesa Civil e da Companhia Municipal de Energia e Iluminação (Rioluz).
De acordo com o decreto, a Light deverá informar imediatamente ao Centro de Operações do Rio todo e qualquer fato que caracterize como risco iminente e coloque em perigo a população. Nesta tarde, a empresa, através de comunicado, negou a existência de "bueiros bomba" e que "as 1.170 câmaras subterrâneas prioritárias - definidas após mapeamento e diagnóstico em toda a rede - foram todas inspecionadas e que deste total, 1040 já foram modernizadas".
O comunicado afirma, ainda, que "as 130 câmaras restantes estão sendo trabalhadas pelas equipes de manutenção da Light - o que não justifica, ao contrário do que tem sido noticiado, a afirmativa de que irão explodir".
Para a empresa, "é preciso considerar que em nenhum sistema elétrico do mundo existe probabilidade de falha zero; mesmo depois da substituição ou recolocação dos componentes identificados numa inspeção e mesmo numa câmara totalmente nova, sempre há possibilidade de falha". Ainda sobre a explosão de sexta-feira, a Light explica que " a maior parte das falhas resulta em interrupções no fornecimento de energia e que uma ínfima parcela das ocorrências está relacionada a falhas que associadas a outros fatores, podem resultar em acidente".
Sobre a manutenção, a concessionária afirmou que "desde junho de 2010, vem priorizando os serviços de manutenção e modernização da sua rede subterrânea, alocando todos os recursos necessários com absoluta prioridade à prevenção de falhas nas câmaras subterrâneas, ainda que com ônus de eventuais interrupções no fornecimento de eletricidade aos nossos consumidores".
A respeito da explosão, a Light informa, que "o ocorrido na última sexta-feira, fez com que a empresa intensificasse os trabalhos da força-tarefa, no sentido de concluir com a maior brevidade possível a modernização de todas as câmaras remanescentes, sem preterir o atendimento aos demais serviços prestados na rede da empresa" e que "hoje, a Light reorganizou as equipes técnicas estabelecendo prioridade para essas câmaras restantes com o objetivo de agilizar ainda mais os trabalhos e assegurar o adequado funcionamento da rede subterrânea".
A explosão
Segundo a Light, o acidente foi causado após a explosão de transformador de 38 anos, na esquina da rua Bolívar com a avenida Nossa Senhora de Copacabana. Os equipamentos já foram trocados. "A câmara que explodiu estava no plano de renovação, mas não chegamos a tempo".
A tampa, de cerca de 1 t, atingiu o táxi de Elcy Viana, 65 anos. Os outros feridos foram Flávio Siqueira da Silva, 49 anos, Luiz Fernando de Lima, 25 anos, Ulisses Gomes, 42 anos, e Alessandro Alves Pereira da Silva. De acordo com o Corpo de Bombeiros, os feridos foram encaminhados para o Hospital Miguel Couto, Leblon. A Secretaria de Saúde informou que duas pessoas foram liberadas por volta das 23h e três sofreram queimaduras no tórax, permanecendo estáveis e sem correr risco de vida. Elcy foi transferido para o Hospital São Lucas, em Copacabana.
Água em uma das câmaras
A prefeitura do Rio informou na manhã de hoje que a rua Djalma Ulrich, em Copacabana, está interditada entre a rua Leopoldo Miguez e avenida Nossa Senhora de Copacabana para que funcionários da Light realizem uma obra emergencial.
De acordo com o Centro de Operações, funcionários teriam encontrado água em uma das câmaras subterrâneas. Após entrar em contato com o material elétrico da concessionária, um vapor foi gerado.
Após explosão, Rio cria grupo para acompanhar ações da Light
05/04/2011, 03:20 - Brasil/Mundo
Por Redação
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