Estudar e matar o gosto pela leitura está cada vez mais pesado no bolso de quem tem o hábito de comprar livros, revistas e jornais. Segundo o IPV (Índice de Preços no Varejo), calculado pela Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), o preço desses itens subiu entre janeiro e fevereiro deste ano.

O índice mostra que o preço dos livros subiu em média 0,53%. Em uma conta simples, equivale a dizer que uma cesta com um livro, uma revista e um jornal que custava R$ 80, o aumento encarecesse o preço final em R$ 0,42.

As obras didáticas aumentaram menos do que a média dos romances e outras obras de literatura. Os primeiros encareceram 0,49% após quatro meses de altas, enquanto os outros subiram 0,53%.

Isso ocorre porque o ano letivo já começou e a procura pelas obras escolares diminui, o que reflete-se em preços menores.

As revistas também ficaram mais caras e os jornais, apesar de não terem apresentado mudanças no preço em fevereiro, já haviam sofrido uma alta relevante em janeiro.

O índice também apontou que materiais de escritório estão custando mais. Papéis, lápis, borrachas e canetas tiveram uma variação média de 0,06% em seus preços neste período. Fevereiro é o 13° mês de altas seguidas desses produtos.