A ex-modelo Cristina Mortágua, 40 anos, chegou na tarde desta segunda-feira à vara da Infância, da Juventude e do Idoso, para a audiência sobre a transferência da guarda do filho de 16 anos, que está na casa da avó. A ex-modelo, que não falou com a imprensa, é acusada de agredir o filho (que teve com o jogador de futebol Edmundo) na noite de 7 de fevereiro.
No dia 12 de fevereiro, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPE-RJ) ajuizou uma Representação Administrativa contra a ex-modelo, em decorrência da agressão física e psicológica que teria cometido contra seu filho adolescente. A promotora Renata Carbonel requereu à Justiça a nomeação de um guardião, responsabilização da mãe e adoção de medidas protetivas ao menor.
De acordo com o menor, ela teria xingado, desferido socos, chutes e arremessado objetos contra ele. Mortágua disse que as agressões foram motivadas por seu inconformismo quanto à homossexualidade e o suposto uso de drogas do filho. Ela também afirmou estar sob efeitos de medicamentos controlados para tratamento de transtorno bipolar.
Para a promotora, tais declarações expuseram o rapaz a uma situação constrangedora e atentaram contra sua dignidade. Carbonel pediu que a avó seja a guardiã provisória e que também seja feito um estudo social e psicológico da família, além de outras medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como visita domiciliar para averiguar a segurança no ambiente familiar do adolescente.
O MPE-RJ pediu, em caráter de urgência, a realização de audiência especial com os pais, a avó e a empregada da família. "Assim, o que se vê é que o adolescente se encontra em evidente situação de risco, o que justifica a presente medida, que visa a não apenas garantir seus direitos fundamentais, mas, também, a fixar responsabilidades para os efeitos do ECA", afirmou a promotora.
A ex-modelo foi liberada, na última quarta-feira, após um alvará de soltura concedido pela juíza Ana Luiza Mayon Nogueira, titular da 21ª Vara Criminal do Rio. O advogado dela, Sylvio Guerra, disse que o valor de fiança de R$ 6 mil era excessivo. A quantia solicitada não foi paga e Cristina, que ficou cerca de 24 hora na Polinter, foi liberada