Os conservadores da chanceler alemã Angela Merkel pareciam preparados para perder neste domingo o poder em um importante reduto regional, após os primeiros resultados das eleições sugerirem que os Verdes antinucleares estão crescendo no Estado da chanceler pela primeira vez.
Em Baden-Wuerttemberg, onde tem sido mobilizado um sentimento antinuclear devido à crise no Japão, os Verdes e os social-democratas (SPD, na sigla em inglês) devem ganhar 48,3%, superando os democratas-cristãos, no poder há seis décadas.
O partido CDU (União Democrata-Cristã) de Merkel e seus parceiros de coalizão Democrata Livre, grandes apoiadores da energia nuclear, juntos conseguiram 43,2%, de acordo com pesquisas boca de urna. A votação se encerrou às 13h (horário de Brasília) no Estado de cerca de 11 milhões de pessoas.
"É muito doloroso", disse o ministro da Educação, Annette Schavan, líder da CDU em Baden-Wuerttemberg.
A CDU, que governou o Estado por 58 anos, teve 38,2%, enquanto os liberais (FDP) arremataram 5%. Os Verdes terminaram em segundo com 24,9%, e os social-democratas (SPD), prováveis aliados, tiveram 23,4%.
O avanço de 13% dos Verdes foi espelhado em outra eleição estadual neste domingo, na Renânia-Palatinado, onde o SPD se manteve no poder e pode formar um coalização com os Verdes.
HAMBURGO
No domingo passado, o CDU também sofreu uma derrota na eleição regional de Hamburgo.
O partido caiu de 42,6% na última eleição, em 2008, para 21,2%, de acordo com uma pesquisa da ARD TV. A queda de 21,4 pontos foi a maior nas eleições para o CDU e cerca de cinco pontos pior do que as previsões das pesquisas.
A eleição estadual em Hamburgo foi a primeira das sete que acontecerão este ano. A perda dos três assentos no Bundesrat, que representa os Estados da Alemanha, vai tornar mais difícil a aprovação de leis federais para a coalizão de Merkel, CDU - Democratas Livres.
O Bundesrat precisa aprovar cerca de metade das leis que passam pela Bundestag, a câmara baixa do Parlamento alemão.