Aos 33 anos de idade, Alex continua em alta no futebol e é alvo constante de clubes nacionais. Tanto é que o meia é tema de matéria no site da Fifa nesta sexta-feira e é chamado de "penúltimo meia armador brasileiro". A entidade classifica o jogador como "raro", "item de colecionador" e "meia de antigamente em extinção", que segundo ela, é algo só encontrado no estilo de jogo do meia Paulo Henrique Ganso, do Santos, que já se declarou fã do atleta do Fenerbahce, da Turquia.

Mesmo longe dos holofotes dos grandes clubes europeus, Alex construiu uma carreira de sucesso na Turquia, em sete temporadas. Comparado com Ganso na matéria, o ex-meia de Coritiba, Palmeiras e Cruzeiro aprovou a semelhança apontada na cadência da organização das jogadas. "Acho que há semelhanças e diferenças entre meu jogo e o dele. O Ganso é até mais clássico do que eu: joga mais atrás do que eu atuei a carreira toda", disse, em entrevista à Fifa.

Ídolo no Fenerbahce, Alex é constantemente sondado por clubes do Brasil para voltar, mas recentemente optou pela renovação com o time turco até 2013. Depois disso, no entanto, prefere não fazer previsões. "Hoje, me perguntam a todo momento: 'você encerra a carreira aqui ou no Coritiba?'. Eu não penso nisso hoje, porque não vejo sentido. Tenho contrato até junho de 2013 e pretendo cumprir, como sempre fiz. Sobre o que vai acontecer depois, esperamos chegar o depois para ver".

Os planos de continuar em campo por mais algum tempo, na opinião de Alex, são ajudados justamente pela função que executa em campo. Por priorizar sempre o lado técnico em relação ao físico ao longo da carreira, o camisa 10 acredita que pode seguir em ação por mais temporadas. "O pessoal me pergunta: 'e aí, você perde muito quando passa dos 30?' Eu não perdi, porque nunca tive. Tanto é que sempre fui questionado, a carreira toda por isso. Com 18 anos, eu já não tinha uma grande velocidade, nem força. Ia perder o quê?", brinca.

"Eu procuro cuidar daquilo que tenho: nunca tive nenhuma lesão grave, treino todo dia. Vejo muito jogador mais novo e que treina menos e joga menos do que eu. Hoje, eu me sinto realmente bem", afirmou Alex, que ainda encontra outra forma de explicar a ausência de meias armadores no Brasil e prefere culpar técnicos da base.

"O difícil não é aparecer, difícil é treinador que os coloquem para jogar. No infantil, no juvenil, eles existem, mas muitas vezes os técnicos preferem um jogador mais forte, com mais capacidade de marcação. E, no geral, quem tem essa característica de organizar o jogo tem mais dificuldade na parte defensiva; é menos dinâmico", diz.