O recinto de confinamento do reator 3 da central nuclear de Fukushima 1 (oeste do Japão), atingido por duas explosões nesta segunda-feira (14 - no horário local, noite de domingo no Brasil), está intacto, informou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU.

"O edifício do reator explodiu, mas o recinto de segurança não foi danificado. A sala de controle do reator 3 continua operacional", afirma a AIEA em um comunicado.

A AIEA confirmou a informação divulgada antes pela Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão (NISA). Seis pessoas ficaram feridas nas explosões, segundo a agência da ONU, que tem sede em Viena.

As duas explosões desta segunda-feira foram provocadas pelo acúmulo de hidrogênio.

Uma explosão similar aconteceu no sábado no edifício do reator número 1 da central, um dia depois do terremoto e tsunami que devastaram a costa nordeste do Japão.

Explosão
A explosão de hidrogênio ocorreu no reator número 3 da usina nuclear número 1 do complexo de Fukushima. Imagens da da rede japonesa de TV NHK mostraram fumaça cinza sobre a área após a explosão.

O porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, acrescentou que são poucas as possibilidades de haver um vazamento radioativo.

Conforme a agência de notícias japonesa Jiji, que citou como fonte a Tokyo Electric Power, operadora da usina, a explosão não danificou o reator. A notícia da preservação foi confirmada pelo governo.
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Desde o terremoto de sexta-feira (11), engenheiros japoneses trabalham para evitar um desastre nuclear na usina, que foi gravemente danificada durante o tremor. Na usina, localizada na costa nordeste a 200 km de Tóquio, técnicos estão injetando água do mar nos reatores para tentar controlar a temperatura, já que o superaquecimento pode provocar explosões e acidentes.