O pedreiro Adão Soares é apontado pela Polícia Civil em Belo Horizonte como o principal suspeito do desaparecimento do empreiteiro Sebastião Maximiano dos Santos, 52 anos, sumido há cinco semanas. O suspeito é funcionário da vítima e trabalha em construção e reforma de apartamentos na capital mineira. Ele transferiu bens do patrão para seu nome.
De acordo com o delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DIHPP), Adão foi preso depois que a família do empreiteiro registrou o desaparecimento dele, mas devido ao feriado de Carnaval o suspeito só começou a ser ouvido nesta quinta-feira. "O pedreiro transferiu para o nome dele todos os bens do patrão. E ainda levou a mulher e a filha para morarem na casa da vítima", afirmou.
A delegada Cristina Coelli, que também esteve ouvindo os depoimentos, contou que Adão ainda não explicou como conseguiu transferir os bens. Quando foi preso, disse que recebeu tudo de "presente" do patrão.
Hoje, prestaram depoimentos no DIHPP o suspeito e familiares dele. Um delegado que seria o dono de um carro localizado na garagem da casa do empreiteiro, ocupada pelo suspeito, também prestou depoimento. No veículo, a polícia encontrou manchas avermelhadas que podem ser sangue. O carro foi apreendido para perícia no Instituto de Criminalística: "A principal hipótese é a de que Sebastião está morto", disse Moreira.
Segundo Moreira, o pedreiro teria transferido para o nome dele um prédio de seis andares, uma casa avaliada em R$ 500 mil, terrenos e uma caminhonete que foi localizada na garagem da casa onde ele está morando com a família. Além dos imóveis transferidos, o pedreiro confessou que efetuou saques na conta bancária do patrão, que somados, chegam a R$ 15 mil. Um cheque em nome de Sebastião, no valor de R$ 3 mil, também foi encontrado pela polícia em posse da mulher do pedreiro.