A corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo analisou na quinta-feira processos contra o vereador Netinho de Paula (PCdoB). Uma primeira denúncia contra o parlamentar, apresentada em 2010, foi arquivada por falta de representação formal. A Câmara não divulgou do que se tratava. Porém, os membros da corregedoria decidiram levar adiante a representação apresentada por um cidadão, Francisco Pereira Júnior, em 23 de fevereiro, que diz respeito ao uso de notas frias para justificar gastos de gabinete.

Ainda assim, para o relator, vereador Antônio Carlos Rodrigues (PR),"não há provas concretas, a não ser informações publicadas pela imprensa". A representação será julgada pelos membros da corregedoria, não passando portanto, pelo plenário da Casa. A ação não implica em cassação de mandato.

O uso de notas de empresas que só existem no papel foi revelado em abril de 2010. Baseado em denúncias publicadas em jornais, Pereira Júnior ingressou com a representação. Na terça-feira, Netinho usou o Plenário para se defender. Falou que recebeu os serviços e que vai apresentar provas disso, e se disse vítima de perseguição política.

Ele citou nominalmente as empresas questionadas. Segundo Netinho, a Paulo Sérgio Rodrigues teria feito o boletim de mandato no final de 2010; a PRS Informática, construído nova identidade visual do site do parlamentar; a Mineral Comunicação, prestado serviços de assessoria de imprensa; e a Bruno Teixeira de Oliveira Lourenço, alugado equipamentos de informática.