O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, admitiu nesta sexta-feira (25) ter recebido convites do PSB e do PMDB para deixar o DEM. Após se reunir com a presidente Dilma Rousseff, na capital paulista, o prefeito adiantou, no entanto, que não irá definir seu destino político antes de 15 de março, data da Convenção Nacional do DEM, na qual será eleita a nova direção da sigla.
- Existiram convites muito respeitosos do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), no caso de haver uma saída do DEM.
Kassab disse ter ficado “muito sensibilizado e grato”, mas ressaltou que “seria uma deselegância muito grande com os dirigentes do DEM discutir qualquer coisa antes de 15 de março”.
O prefeito revelou ainda que tem uma conversa agendada com os ex-senadores Jorge Bornhausen (SC) e Marco Maciel (PE) e com o senador José Agripino (RN), todos do DEM.
- Até lá, eu não posso falar sobre o assunto, porque seria um desrespeito com os dirigentes do DEM.
Na avaliação do prefeito, as conversas com dirigentes de outros partidos são comuns, e sua relação com os dirigentes do DEM permanece “a melhor possível”.
- Muito transparente, fraterna e de parceria.
O prefeito negocia sua mudança de partido desde o ano passado. O primeiro a abrir as portas foi o PMDB, até então sob a liderança regional do ex-governador Orestes Quércia. Com a morte de Quércia, em dezembro, e o aviso dos peemedebistas paulistas de que o prefeito não seria recebido como “cacique”, ele se aproximou do PSB.
Como Kassab pretende levar seus aliados consigo e teme que o DEM reivindique os mandatos, alegando infidelidade partidária, a ideia de lançar uma nova sigla, o PDB (Partido da Democracia Brasileira), vem se mostrando a alternativa jurídica mais segura. Assim, Kassab poderia criar um “partido de passagem” e em seguida incorporá-lo a outra legenda.