Hoje no período vespertino o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) reúne-se para discutir a chamada “emergência Líbia”.
A preocupação é estancar os genocídios que estão sendo consumados por Kadafi, sua guarda pretoriana e os mercenários. Estes, com ordem para matar qualquer pessoa suspeita de participar da revolta contra o regime tirânico do coronel.
No “pacote” ONU constam, segundo apurado por este blog Sem Fronteiras de Terra Magazine, quatro medidas dadas como urgentes. São as seguintes:
–1. No Fly Zone.
Não deixar decolar aviões e helicópteros líbios.
A meta impedir que Kadafi continue a usar a aviação para bombardear e fuzilar os revoltosos e a população civil.
Faz parte do objetivo, também, impedir, como já constatado, a chegada de novos mercenários, que estão sendo contratados por Kadafi a peso de ouro.
O patrulhamento será realizado por aviões não tripulados: Global Hawk. Estes enviaria imagens a gerar a decolagem de caças militares da Nato.
As bases para decolarem aviões da Nato da missão “No Fly Zone” ainda não são conhecidas.
–2. No Drive Zone
O “no drive zone” impedirá, ainda, os deslocamentos de tanques e blindados. Caso se coloquem em trânsito serão alvejados por “raids” disparados de aviões da Nato.
–3. No Sail Zone
A meta é impedir a navegação marítima. Ou seja, que fragatas de guerra, — como as duas que estiveram estacionadas e bombardearam Bengasi ( Leste e região da antiga Cyrenaica)–, façam deslocamentos e fundeamentos em baías do litoral líbio.
–4. Corredores Humanitários.
Tropas da Nato, com soldados de países que irão participar da aliança, ficarão em prontidão para a abertura de “corredores humanitários” . Isto para escoamento de estrangeiros e pessoas em situação de risco, diante de ataques das tropas que apóiam Kadafi.
Pelas análises feitas pelas agências de inteligência do Ocidente, o coronel Kadafi tentará realizar massacres para impor uma negociação voltada à preservação, sob seu controle, da antiga região da Tripolitânia, onde está a capital Trípoli: são três as regiões, antes centros do império Otomano, que foram fundidas sob o designativo de Líbia: Tripolitânia (Oeste), Cyrenaica (Leste e com Bengasi como maior cidade) e Fezan (sul e tribal).
O Saif al-Islam Kadafi que está na Líbia é o filho mais novo de Kadafi. Ele vive e estuda na Alemanha. Agora, em Trípoli, virou o porta-voz do pai.
Saif al-Islam, desde ontem, tenta um acordo internacional para preservar parte do poder do pai ditador e tirano. Ele saiu a campo ao saber que a Alemanha e a França pediram, junto ao Conselho de Segurança da ONU, sanções econômicas e militares contra a Líbia.
Enquanto o cerco internacional prepara-se para se fechar, algumas medidas pontuais foram adotados. Os EUA, por exemplo, bloquearam as contas bancárias e os cartões de crédito de Kadafi, dos seus filhos, e de dez ministros e militares fiéis ao ditador. Em Bruxelas, a União Européia reservou 3 milhões de euros para ajuda humanitária.