Na manhã desta quarta (23) foi realizado um ato em prol daimplementação da lei municipal de incentivo à cultura, que cria oPrograma Municipal de Apoio à Cultura (PROMAC), que foi elaborada,aprovada e sancionada em 2007, mas que nunca foi posta em atividade. O ato foi organizado pelo Fórum Permanente pela Cultura (FPC) quereúne artistas, produtores, agentes culturais, instituições, grupos emovimentos culturais como: Quintal Cultural (Cambona); Núcleo Culturalda Zona Sul (Vergel); Mirante Cultural (Jacintinho); ColetivoAfro-Caeté; Saudáveis Subversivos; Os Informais, além de entidades decultura afro, dentre outros. O ato contou com a presença dosrepresentantes do FPC, além da Cooperativa da Música de Alagoas,grupos de boi-bumbá e do Fórum Permanente de Música de Alagoas.Segundo Sirlene Gomes, do Mirante Cultural: “Essa iniciativa é frutode uma articulação destes movimentos sócio-culturais que vemacontecendo desde o ano passado e o que queremos não é nada além doque nos é de direito, pois a lei municipal de incentivo à cultura deMaceió existe e precisamos que ela seja posta em atividade”, concluiu. Segundo o movimento, muitas empresas em atividade em Maceió, como asde telefonia, não apoiam projetos culturais na cidade, por falta deuma lei que regulamente este apoio por meio de incentivos fiscais.“Nós realizamos há 10 anos o Carnaval da Paz na Zona Sul de Maceió semnenhum apoio formal do poder público, e com a lei não precisaremos nossujeitar a apoios esporádicos e de políticos”, explica Nonato Lopes doNúcleo Cultural da Zona Sul que congrega entre outros, 17 grupos deboi de carnaval. Em 2007 a lei passou por todas as esferas do poder municipalconseguindo pareceres favoráveis de todos os órgãos como: Secretariasde Planejamento, de Administração, de Finanças e Procuradoria Geral daprefeitura, além de aprovada por unanimidade pela Câmara deVereadores. Então a lei foi sancionada pelo Prefeito Cícero Almeida,mas nunca foi implementada. Na época, o Presidente da FundaçãoMunicipal de Ação Cultural era Marcial Lima. Para o músico Naldinho, da Cooperativa da Música de Alagoas: “Éimportante a classe artística se impor e exigir o cumprimento de seusdireitos de cidadão, pois nós pagamos impostos como o ISS e o IPTUcomo qualquer outro, mas não temos uma política pública que trate acultura como ela merece... capitais como João Pessoa (PB) estão 10anos a nossa frente”. A concentração para o ato, que visava uma audiência com o prefeitoCícero Almeida, aconteceu desde às 8h ao lado do prédio da AssociaçãoComercial de Maceió, em Jaraguá. Por volta das 10h, ocorreu umapequena passeata até a frente da Prefeitura, na Rua Sá & Albuquerque.Uma comissão do movimento foi recebida pelo Secretário do Gabinete doPrefeito, Pedro Alves, que mostrou-se sensível e inteirado sobre otema.Pedro Alves informou que discutiria com o Prefeito e marcaria umareunião com a Presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural, PaulaSarmento, e garantiu que o mais breve possível entraria em contato edisse: “Não tenho dúvidas que o Prefeito se posicionará favorável aesta causa, haja visto que ele próprio é uma pessoa ligada à cultura”,finalizou. O Fórum Permanente pela Cultura (FPC) reúne-se todas as terças às 10h,no Centro de Belas Artes de Alagoas (CENARTE), na Rua Pedro Monteiro,108, Centro, e trata da discussão do desenvolvimento cultural emMaceió e em Alagoas, e possui um blog: pelacultura.blogspot.com.Informações: (82) 8821-8086.